Lagoinha sua linda!

Os nordestinos sabem usar muito bem das belezas naturais como forma de renda com o turismo (apesar de haver exceções ainda mais quando se extrapola dos recursos naturais). Na praia de Lagoinha isso é muito visível, pois em um mesmo lugar além dos restaurantes a beira mar, fizeram um passeio que envolve 3 tipos de transporte: o pau de arara (típico da região), o catamarã e o buggy, onde o turista entra em contato com a cultura e a população local.

A praia fica na cidade de Paraipaba a cerca de 124km de Fortaleza e o passeio até Lagoinha custou R$40,00. A praia tem 15km de extensão entre dunas de areia, falésias, coqueirais e lagoas de água doce. Chegamos ao restaurante, fizemos nosso pedido de almoço (como de praxe nos passeios do Nordeste) e fomos fazer o passeio com os 3 modais, que é um opcional e custa R$50,00 por pessoa.

Cartão postal de Lagoinha

Primeiro embarcamos no pau de arara, uma pick up adaptada com bancos que nos levou até um restaurante na beira da Lagoa das Almécegas. No trajeto um guia local, jovem e piadiasta, distrai a todos com brincadeiras sobre a população cearense e também sobre os turistas. O local de parada é gostoso e ficamos cerca de 30 minutos desfrutando do local, que tem diversas redes, inclusive dentro da água e experimentando a caipirinha de caju, fruta que era vista aos montes no local.

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Lagoa das Almécegas

Pau de arara

Depois embarcamos em um catamarã atravessando a lagoa e chegando ao local onde pegamos o buggy. Essa travessia durou uns 10 minutos, é bem rápida e como o lago é tranquilo, o cataramã quase não mexe. Partimos com o buggy em direção à Lagoa do Jegue,  quando a paisagem vai mudando e ficando cada vez mais bela. Há uma pequena parada para ver a lagoa e a fusão dela com o mar e depois partimos para o mirante natural da praia, onde a vista é incrível! Sobre o passeio em geral, acho imperdível pra ver todas as belezas da praia além de ter mais contato com os habitantes locais. Também recomendado pra todas as idades, até minha avó de 82 anos foi junto e adorou!

Encontro da lagoa com o mar

Encontro da lagoa com o mar

Retornamos ao restaurante para almoçar e passar o resto do dia. No local tem banheiros, chuveiros externos e guarda volume, então dá pra levar uma troca de roupa caso queira tomar um banho de mar e até pra tirar a areia do corpo depois do passeio. Nós ficamos no restaurante Fateixas, onde a comida é muita gostosa e achamos os pratos mais baratos do que nas outras praias. Nesse dia comemos um prato com lagosta, bem gostoso!

Vista do mirante no passeio de buggy

Vista do mirante no passeio de buggy

O passeio rendeu lindas fotos! Vale muito a pena conhecer!!!

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Pescador na Lagoa do Jegue

Pescador na Lagoa do Jegue

Um dia de diversão!

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Ir pra Fortaleza e não ir ao Beach Park é a mesma coisa que ir a Paris e não visitar a Torre Eiffel. Tá, exagerei um pouquinho…. hehehe… mas é mais ou menos isso! Vale a pena tirar ao menos um dia pra esquecer de tudo e voltar a ser criança!

O ingresso para o parque não é dos mais baratos (caro como tudo lá dentro) está custando R$180,00 por adulto e R$170,00 para crianças acima de 1 metro e até 12 anos. Crianças abaixo de 1 metro não pagam (acompanhadas de um adulto pagante). Mas já há alguns meses há boatos que o valor vai aumentar, não só com a chegada do verão, mas também com a inauguração da nova atração, o “Vaikuntudo”, previsto pra novembro.

O Beach Park é, de acordo com o site TripAdvisor, o 2° melhor parque aquático do mundo. E não é por menos, a estrutura é grande, bem cuidada e diversificada, com atrações para todas as idades e diferentes níveis de emoção. Ele está localizado no município de Aquiraz, a 15km de Fortaleza.

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A bilheteria abre as 10h30min e o parque aquático funciona das 11hrs as 17hrs. Além do ingresso do parque, na bilheteria você precisa fazer um cartão consumo pra comprar as coisas dentro do parque e ele é usado tanto pra alimentação quanto pra outros extras, como souvenirs e fotos. No cartão você coloca o valor que imagina que vai consumir e caso precise carregar mais pode fazer dentro do parque, assim como no final, se sobrar crédito, é devolvido em dinheiro. Outra coisa importante são os guarda-volumes, essenciais se a ideia é ficar o tempo inteiro na água. Eles têm dois tamanhos e custam cerca de R$22,00 o pequeno e R$44,00 o grande. Sim, tudo é muito caro lá dentro!

Sobre a alimentação, há uma opção de restaurante mas como não queríamos parar pra almoçar e pagar uma fortuna, pegamos um combo de cachorro-quente + refri + batata “Ruffles” por cerca de R$25,00. Como tudo é muito caro lá dentro, quase não comemos e bebemos nada! Uma cerveja lata custava R$9,00, uma garrafinha de água (pequena mesmo) era R$6,00, e assim vai… Já mandei um e-mail de feed back pro parque e fiz minha avaliação no TripAdvisor sugerindo que fizessem como na maioria dos parques de Cancun: no valor do ingresso já está incluso refeições, bebidas e serviços (armário, toalha, etc), você paga caro na entrada mas ao menos sabe o quanto vai gastar e ainda pode parcelar o valor se for o caso.

Bom, vamos aos brinquedos porque o jeito foi esquecer os preços, o que na verdade  foi bem fácil! 🙂 Começamos com alguns brinquedos mais tranquilos pra depois partir pros mais radicais. O “Ramubrinká” é uma atração moderada, com diversas opções de toboáguas, pra descer com bóias duplas ou individuais e outras opções sem bóias, bem divertido!

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Ramubrinka 🙂

Depois partimos pra uma atração mais radical o “Arrepius” com 5 toboáguas diversos, destacando o Arre Doidus, uma cápsula onde você entra e começa a escutar as batidas de um coração (que parece o seu próprio), depois uma mulher faz a contagem regressiva e antes de chegar ao 1 ela abre embaixo dos pés e despenca pro toboágua, haja coração! Também nessa atração tem uma opção de bóia com 4 pessoas que vale bastante a pena, muito legal!

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Não tínhamos crianças no grupo, mas também há muitas atrações pra elas, como o Acqua Circo, Arca de Noé, entre outros, além de piratas e outros personagens andando pelo parque divertindo as pessoas! Duas atrações pra quem não gosta dos toboáguas ou pras pessoas de mais idade são o Maremoto (piscina com pequenas ondas) e a Correnteza Encantada.

Por fim, não podiam faltar as atrações que considerei as mais emocionantes: O Kalafrio e o Insano. O Kalafrio lembra um barco viking, que desce em uma inclinação de 90° em bóias duplas, um de frente pro outro, dando a sensação de que vai virar 180°. Já o Insano é um caso a parte.  São 41 metros, equivalentes a um prédio de 14 andares, onde você pode chegar a 105km/h, sendo que logo na saída, na inclinação o corpo descola do toboágua! Pensa no frio na barriga! Mas é muito legal, eu fui 2x! E a vista lá de cima é linda também!!!

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Enfim, o que eu posso dizer é que apesar de ser caro, vale a pena voltar a ser criança, enfrentar os medos e aproveitar ao máximo o parque! No final estávamos com dor nas pernas de tanto subir as escadas do parque mas as risadas e as lembranças são inesquecíveis!

Fortaleza outra vez!

Após praticamente 1 ano, lá estava eu novamente em Fortaleza-CE. Em outubro de 2014 eu tinha ido à trabalho e a cidade já me encantou, não só pelas lindas praias, diversidade gastronômica e de lazer, mas também pela simpatia do cearense – piadista e criativo que tira a risada do seu rosto em poucos segundos.

Dessa vez fui como guia de um grupo de 23 pessoas, muitos desconhecidos entre si e de diversas idades, mas o que não impediu que todos se divertissem e aproveitassem muito a estada em Fortaleza! Nossos dias foram quentes, com temperaturas médias de 27°C e picos de mais de 30°C durante o dia quando as nuvens decidiam ir embora e o sol brilhava com toda a força!

Grupo Alpina

Ficamos hospedados no Hotel Ponta Mar, um hotel 3 estrelas da Rede Seara que tem mais dois hotéis na orla, o Praiano e o Seara, superiores a esse. O Ponta Mar foi uma escolha minha por estar na beira mar da Praia de Meireles – uma das principais de Fortaleza e onde está localizada a feirinha de artesanato – e bem próximo a Praia de Iracema. Além disso, é possível sair a pé a mercados, farmácias e bancos, além de estar próximo a muitas opções de bares e restaurantes.

O hotel possui uma piscina e uma jacuzzi para lazer, além de um pequeno espaço kids. Também possui restaurante próprio aberto ao público e um local que vende sanduíches naturais. Os quartos são muito bons, bem espaçosos e equipados com TV a cabo, ar condicionado, minibar, cofre e camas muito confortáveis. Achei as instalações do banheiro um pouco antigas, mas tem secador de cabelo e uma ótima ducha! Enfim, atendeu muito bem às nossas necessidades e fica como sugestão de hospedagem.

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Como se tratava de um grupo e tínhamos apenas 5 dias em Fortaleza já deixamos contratados todos os passeios previamente com a empresa C Brasil, que nos atendeu muito bem desde a chegada até o dia da saída, com bons veículos, pontualidade e cordial serviço dos guias, em especial o Silvio Carlos, que nos acompanhou durante todos os passeios. Há muitas opções de empresas e de pessoas oferecendo passeios na orla, vai depender do tipo de viagem que você vai fazer, pode ser vantajoso no preço mas as vezes não condizer com bons serviços e confiança de uma empresa conceituada.

Nossa programação de viagem foi a seguinte:

1º Dia: Chegada ao hotel e restante do dia livre. Alguns optaram por assistir um show de humor a noite com a Rossicléa no Lupus Bier, que tem um bom custo X benefício pois é cobrada entrada de R$39,90 por pessoa e servido buffet com massas e comida regional e show de humor e de forró. É uma opção pras noites de terças, quintas, sextas e sábados.

2º Dia: Fizemos city tour + Cumbuco. Em outro post, clique aqui, expliquei como foi a minha primeira experiência, por isso não vou entrar em detalhes. O city tour é bem rápido, de dentro do ônibus o guia explica um pouco sobre os prédios históricos e depois há uma parada no Centro de Artesanato Regional, que é um  antigo presídio, onde é possível encontrar diversos produtos da região, principalmente peças em renda. Esses produtos podem ser vistos também na feirinha da beira mar. O restante do dia passamos em Cumbuco, um passeio que acho imperdível, principalmente por causa do buggy (de preferência “com emoção”) um opcional que deve ser comprado separadamente e está custando R$280,00 o buggy pra 4 pessoas = R$70,00 por pessoa. Ir pra Fortaleza e não fazer esse buggy é como ir pra Paris e não ir na Torre Eiffel… hehehe

Orla de Cumbuco

3º Dia: Era segunda-feira e achamos um dia ótimo pra ir ao Beach Park! Compramos os ingressos antecipadamente, não só por não precisar pegar fila, mas porque haviam nos informado que o ingresso iria sofrer aumento em breve, o que por enquanto não aconteceu, mas deve ter aumento em novembro quando será lançado o novo brinquedo do parque. Conto mais detalhes em um post especialmente pra ele. Mas vou adiantando, é imperdível!!!

A noite o grupo foi ao Pirata Bar – http://www.pirata.com.br/ – conhecido como a segunda-feira mais louca do mundo, o bar é temático, onde decoração e garçons são caracterizados. A noite tem banda de forró pé de serra, músicas nordestinas, dançarinos, quadrilha e muita animação! Depois da meia noite começa a festa com música diversificadas e varre a madrugada pros baladeiros de plantão – mas que não eram os nossos, já que estávamos exaustos do dia no Beach Park! O bar é outro lugar imperdível em Fortaleza!

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4º Dia: Passamos o dia na praia de Lagoinha. Cartão postal do Ceará a praia é mais exótica e onde é possível ter mais contato com os pescadores e moradores locais. É uma praia linda e merece um post especial pra ela também. Não perca!

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 5º Dia: Foi o dia do nosso retorno, tivemos um tempinho para últimas compras e uma caminhada na orla de Fortaleza e partimos pro aeroporto às 12hrs. Fortaleza vai deixar saudades e já quero programar um retorno pra conhecer o restante das praias e quem sabe passar uns dias em Jericoacoara!

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Isla Mujeres

Passados 3 meses da viagem incrível pra Cancún deu uma saudade imensa do sol, do calor e da simpatia mexicana, por isso venho falar um pouco sobre um dos passeios que mais gostamos, Isla Mujeres, uma pequena ilha pertinho de Cancún.

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Vista de Cancún. Mar azul lindo, sem filtro.

No dia anterior ao passeio havíamos ido a Playa del Carmen (que vou falar em outro post) onde queríamos comprar algum passeio pro dia seguinte. Nossa primeira ideia era ir até Cozumel, ilha em frente a Playa, muito famosa pelo mergulho pra ver os corais. Nós pesquisamos com algumas empresas de receptivo que ficavam no calçadão até que começamos a conversar com uma que nos apresentou sua opção para Cozumel e para Isla Mujeres e após mais ou menos meia hora de negociações (ele não nos deixou sair de lá sem fechar algo com ele!) conseguimos o passeio pra Isla Mujeres por US$60,00 por pessoa (começou em US$80,00 por pessoa) o que se tornou pra nós um ótimo custo X benefício já que incluía o traslado desde nosso hotel – que ficava a cerca de 110km  da ilha – passeio de Catamarã, mergulho com snorkel, bebidas a bordo e almoço com bebidas também.

No dia do passeio, a van nos buscou no hotel por volta de 07hrs da manhã e passou em outros hotéis pra pegar mais pessoas, todos americanos. Foi bem engraçado, pois a princípio acharam que nós éramos americanos também, pela aparência e porque os cumprimentamos em inglês, só quando nos perguntaram de que região que éramos que falamos que somos brasileiros e eles adoraram e passamos boa parte do tempo conversando com eles sobre futebol e os ensinando algumas palavras em português.

O dia estava lindo e quando chegamos na marina pra embarcar o sol já estava de rachar! O passeio nos surpreendeu bastante por dois fatores, primeiro o azul MARAVILHOSO do mar – pois onde estávamos hospedados o mar era mais esverdeado – e por conta do ótimo atendimento do nosso guia do catamarã, que deu todas explicações – ao longo de todo o dia – em português, inglês, espanhol e francês.

Guia do catamarã dando as explicações.

Guia do catamarã dando as explicações.

No passeio conhecemos um casal de brasileiros, gaúchos, que ficaram conosco durante todo o dia, estavam bem inseguros pois não falavam nada de inglês nem espanhol, mas no fim foi bem tranquilo. O passeio de catamarã foi bem gostoso, o guia distribuiu pés de pato, coletes e snorkel a todos que queria fazer o mergulho e depois de mais ou menos 45min navegando parou para fazermos a atividade. Acompanhados do guia demos uma voltinha observando os cardumes de peixes das mais variadas cores e tamanhos e algumas estátuas do chamado museu subaquático. A visibilidade era muito grande pois a água é realmente cristalina!

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Depois navegamos mais um pouco e antes de parar na ilha tivemos a oportunidade de fazer tipo um parasailing mas usando uma vela do catamarã e a força do vento. Como estava ventando pouco, apenas algumas mulheres – que eram mais leves que os homens – conseguiram fazer. Tínhamos que nadar e “se agarrar” na corda da vela, sentar e se segurar até ela subir, depois se jogar no mar (sem colete) e nadar de volta pro catamarã, eu que adoro essas coisas, curti muito!

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Depois o catamarã parou em um píer central e tivemos um tempo pra andar pelo centrinho da ilha, onde passeamos  e compramos souvenirs. Vale a dica de sempre negociar, tanto passeios como as outras coisas. Se eles sabem que você é brasileiro já baixam o preço de cara, uma porque sabem que você vai chorar pelo preço e outro porque eles gostam de brasileiros mesmo, já ficam empolgados. Na ilha eu comprei alguns imãs, que eram mais baratos do que em Playa e Cancun e algumas cangas de praia que no fim consegui negociar por um preço bem bom.

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Pegamos o catamarã de novo e fomos almoçar do outro lado da ilha em uma área mais privada. A praia é bonitinha mas achei a areia um pouco lodosa e com algas, então nem tomamos banho. O almoço era simples, mas com uma quantidade boa de opções, com massas, comida mexicana, carne, salada e com as bebidas inclusas (cerveja local, água e refrigerante). Permanecemos lá pouco mais de 2 horas e depois retornamos com o catamarã pra marina de Cancún, com direito a uma pequena festinha a bordo com muita música e animação a bordo!

Praia onde almoçamos.

Praia onde almoçamos.

Trem da Serra do Mar

Decidimos aproveitar os dias lindos de sol e calor que estão fazendo no inverno desse ano pra fazer um passeio diferente. Escolhemos o sábado pra fazer o passeio de trem de Curitiba até Morretes no Paraná. Temos lugares lindos pra conhecer e tantas coisas legais pra fazer tão perto da gente e muitas vezes não damos valor, né?!?

A América Latina Logística – ALL é que é a proprietária do trilhos que cruzam o Paraná e levam diversos trens de carga rumo ao Porto de Paranaguá. Quem tem a concessão pra operar a linha de turismo desde 1996 é a Serra Verde Express, que opera mais 2 linhas de trens no país: o Trem do Pantanal e o Trem das Montanhas Capixabas. Mais informações: http://www.serraverdeexpress.com.br/.

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O trem parte as 08h15min diariamente da estação Rodoferroviária de Curitiba. Você pode escolher entre as tarifas: Econômico, Turístico, Executivo, Litorina de Luxo (que sai em outro horário), Camarotes e Litorina Standard. Nós optamos por um pacote que incluia ingresso categoria Turístico (com lanche e uma bebida a bordo), almoço típico (sem bebidas), acompanhamento de guia local, City tour em Morretes e Antonina e retorno de van pela Estrada da Graciosa. Nós vendemos esse pacote na agência com o mesmo preço do site e esse mês de agosto está em promoção #ficaadica 🙂

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Lanche servido no trem

O passeio é muito gostoso e interessante. Em todos os vagões há um guia acompanhando e falando sobre a história da ferrovia e da região, assim como sobre a vegetação que começa com as araucárias, típicas do Paraná e termina com a Mata Atlântica. Durante o passeio é possível observar a diversidade da flora e da fauna locais, assim como pontes, túneis, rios, represas e cachoeiras da região, o que com o tempo colaborando torna tudo ainda mais bonito!

Por ser uma região de serra, pode ser que no inverno tenha bastante neblina e muitas vezes chuvisco, por isso aconselho ir no verão, onde a probabilidade de tempo bom é maior. Como falei, nós aproveitamos que a previsão era de tempo bom, mesmo assim chegamos em Curitiba com muita neblina, que logo se dissipou e só em alguns momentos pegamos algumas nuvens.

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Um pouco da paisagem vista do trem

O percurso tem previsão de chegada em Morretes por volta de 11h30min, por questão de segurança, em alguns pontos quando passa dentro das cidades, o trem não pode ultrapassar 15km/h, além disso sempre que passa por um trem de carga, ele precisa parar e esperar o outro trem passar, o que pode atrasar a chegada.

Nós desembarcamos em Morretes as 12h30min (todos os vagões estavam lotados!) e fomos com nossa guia local almoçar no Restaurante O Celeiro, que também abriga uma pequena pousada. Ele fica um pouco mais retirado no centro mas o lugar é lindo! Fomos servidos com o tradicional Barreado, carne bovina desfiada com molho e servida com farinha de mandioca, banana da região e arroz branco, bem gostoso! Também tínhamos à disposição diversas saladas, peixe embanado e frito, camarões fritos e molho de camarão, estava uma delícia!

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Meus companheiros de passeio no restaurante

Depois do almoço tivemos um tempo livre pra conhecer o centrinho de Morretes, apenas 30 minutos, muito pouco pra aproveitar e apreciar esse lugar tão bonitinho! Na praça central haviam barraquinhas com produtos da região: cachaças, bolachinhas, bala de banana, artesanato, entre outros. Aproveitamos e fomos tomar sorvete, especialmente o de gengibre, tradicional da cidade. Depois pegamos a van e fomos pra Antonina, cidade vizinha e também colonizada por portugueses, que mantém ainda poucas construções da época.

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Morretes

Nosso retorno foi através da Estrada da Graciosa, como é conhecida a PR-410 e antiga rota dos tropeiros que iam em direção ao litoral paranaense. O trajeto possui muitas curvas acentuadas e boa parte é ainda de paralelepípedo. A estrada em si e a vegetação ao redor são bonitos e conservados. Também há diversos mirantes para contemplação da paisagem ao longo do caminho.

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Antonina

O passeio foi uma delícia! Acho que o pacote que pegamos valeu bastante a pena, principalmente pelo almoço delicioso e pela comodidade do retorno com a van. Para quem quer ficar mais livre, é possível retornar com um ônibus de linha, da empresa Graciosa, mas como há poucos horários, principalmente aos finais de semana que a demanda é maior, é bom comprar a passagem antes mesmo de fazer o passeio. Também é possível retornar pra Curitiba de trem, que sai as 15hrs da estação de Morretes e chega em Curitiba por volta de 18h30min. É mais demorado mas também mais barato que a descida.

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Um pouco mais da beleza da região

Pra quem ainda não conhece ou já tem uma viagem programada pra Curitiba, recomendo que aproveite e faça esse passeio que vale muito a pena!!!

Tulum apaixonante!

Entre os lugares que eu mais desejava visitar na viagem ao México estava Tulum. A antiga cidade muralhada maia era importante porto da região, onde se comercializava sal, mel, algodão, armas entre outros. As ruínas que podem ser vistas na visita são na maioria áreas que eram usadas pela elite da sociedade, como governantes e religiosos.

O contraste entre as ruínas e o mar, ora azul ora verde, dá um charme especial pro lugar, além dos lagartos e iguanas que costumam circular e posar para as fotos!

Pegamos uma van compartilhada na frente no hotel e fomos direto ao Pueblo, centrinho de Tulum, onde alugamos bicicletas, o trajeto levou cerca de 20min. Há diversos lugares que alugam, mas como já tínhamos uma ideia de quanto custava fomos direto à uma pequena pousada onde uma senhora queria nos alugar por 80 pesos mexicanos, mas conseguimos negociar por 60 pesos cada uma por todo o dia. Tivemos que deixar um passaporte como garantia e o aluguel já pago pelas bicicletas e pelos cadeados. A senhora ainda nos deu um mapa de Tulum e nos mostrou como chegar às ruínas.

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O sítio histórico fica a cerca de 5km do centro, o que de bicicleta e com sol das 10hrs tornou o percurso um pouco árduo, ainda mais pra quem não está acostumado. O caminho que leva às ruínas é litorâneo, mas não dá pra ver o mar pois há diversos hotéis e restaurantes ao pé da areia.

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Dica: procure horários alternativos pra visitar as ruínas. Entramos no sítio por volta de 11 horas, além do sol de uns 40 graus é bem o horário que chegam as excursões. Tente chegar mais cedo ou mais para o fim da tarde. Andamos cerca de uma hora observando as  ruínas e apreciando a vista incrível!

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Depois de sairmos das ruínas, deixamos nossas bicicletas “estacionadas” em um pequeno restaurante e fomos andar pela praia e procurar um lugar pra sentar, tomar umas cervejas, almoçar e apreciar o mar do Caribe. Acabamos ficando no Villa Pescadores Hotel e Beach Club, onde comemos um delicioso ceviche e bebemos algumas Coronas, até por volta de 15hrs.

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Nossa ideia era ainda aproveitar o dia pra conhecer algum cenote da região. Cenotes são cavernas banhadas por água doce onde é possível mergulhar e apreciar a beleza da água e da paisagem cavernosa. Partimos com nossas bicicletas pra conhecer o Gran Cenote, que pelo que vimos no mapa era o mais próximo de onde estávamos. Mas há MUITOS outros ao longo do trajeto entre Playa Del Carmen e Tulum, se estiver por perto vale pena programar um dia só pra conhecê-los.

Depois de uns 10 km andando pelo acostamento da rodovia e embaixo do sol, chegamos exaustos e loucos por uma água geladinha! A estrutura do cenote é bem amadora, mas organizada, na entrada pagamos o ingresso e lá dentro ainda era possível alugar os pés de pato, óculos, snorkel e colete salva-vidas.  É obrigatório que todos tomem uma ducha pra tirar o protetor solar do corpo e não “manchar” as águas cristalinas do cenote. Nós alugamos um par de pés de pato e um snorkel com óculos para compartilharmos e fomos nos refrescar.
cenoteRetornamos ao pueblo pra devolver as bicicletas no fim da tarde e pegamos uma van que nos deixou na frente do hotel. Foi um dia bem cansativo mas muito bem aproveitado!  Arrisco dizer que foi um dos melhores da nossa viagem, pois conhecemos vários lugares e curtimos bastante andar de bicicleta!
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Dois apaixonados: em Buenos Aires e por Buenos Aires

Vamos dar uma pausa no México e falar um pouco sobre Buenos Aires, onde meus cunhados amados passaram alguns apaixonados dias de junho. Como ótimos jornalistas que são, o depoimento ficou maravilhoso e com gostinho de meu próximo destino!!!

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“Buenos Aires é, afinal, uma surpresa. Colada no rio da Prata, cercada de vento e muita história, lembra um pedaço da Europa no continente sul-americano. Tem bairros que parecem em muito a Itália e suas construções de arquitetura típica, os fios pendurando luminárias e as ruas de calçamento. Os carros estacionados de maneira caótica, botequins abertos a cada metro. Noutros pontos lembra paisagens do centro de Paris e Londres. Mesas na rua, calçadas largas, parques, árvores e até um quê da vida do outro lado do continente. Menos latinidade e mais frieza. E é totalmente bem estruturada e segura para turistas que viajam com pouco dinheiro para torrar, mas com grana contada para boas noites de boemia.

No centro, perto do Obelisco e da Casa Rosada, sede da libertação e do poder na Argentina respectivamente, tudo é viável. As ruas e calçadas são largas e o transporte público funciona muito bem. E foi pertinho dali, na Plaza de Mayo, que tivemos uma experiência bem emocionante. Toda quinta-feira, há 38 anos, as Madres de la Plaza de Mayo reúnem-se para protestar pelas mortes e desaparecimentos de seus filhos e parentes ocorridos durante a ditadura militar argentina. De tirar o fôlego.

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O mapa do metrô (Subte lá) consegue te levar para a Recoleta e Palermo (Soho e Hollywood), bairros mais caros e atrativos, com muita facilidade. Para a Bombonera e o Caminito, o indicado é um ônibus que passa perto da Casa Rosada, o 29 (cuidado para pegar o 29 que está escrito Caminito), que para ao lado do estádio e do quarteirão colorido. No centro também estão os teatros, muitas livrarias, cafés, Starbucks e Havanas por todos os lados e vários argentinos tentando trocar dinheiro. Principalmente na rua Florida. À luz do dia.

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E foi perto da Florida que ficamos hospedados, na rua Esmeralda. Boa dica para quem visita a cidade pela primeira vez, já que a localização é estratégica e é possível fazer quase tudo a pé, conhecendo a Buenos Aires tradicional. Para os viajantes de plantão, que já visitaram a cidade e deram um check nas visitas turísticas, uma boa ideia é ficar em Palermo.

Palermo respira arte. É de suspirar só de pensar. As livrarias, os cafés e os bares são mais descolados e bebem da verdadeira cultura de Buenos Aires. É parte da cidade em que se expressa o argentino como um sujeito romântico (no sentido de admirador), com um livro pra ler na mão e cercado de música boa, os melhores cafés e vinhos. Palermo é particularmente encantador. Dá pra passar ao menos um dia inteiro circulando nas vielas, entrando nos lugares e voltando por ruas que até então você não tinha notado. É onde todos os sentidos se encontram. Os cheiros, as texturas, os grafites, os pequenos encantamentos. E um pouco abaixo estão o Jardim Botânico, o Jardim Zoológico e o Planetário, além de outros imensos parques lotados de passeadores de cachorros e muita gente lendo.

A região é para nós o melhor de Buenos Aires, juntamente com a Recoleta e Puerto Madero. A Recoleta é um bairro com vários comércios, muitos prédios residenciais e restaurantes por todos os lados. É um bairro com ótima qualidade de vida. Vale passar um dia inteiro circulando pelas ruas, entrando nas galerias e na livraria Gran Ateneo, que tem 5 andares e um estilo grego ímpar. Era um cinema de rua há 100 anos. O Cemitério, reduto dos grupos de turistas, não compensa. A não ser se o turista seja mesmo admirador de mausoléus. No mais, ele apenas reserva uma “ostentação pós-morte” e pode representar um caminho religioso. Nós optamos passar rápido por ele e ficar mais tempo na feira que ocorre do lado de fora e na galeria de design que é ao lado. Há alguns museus bem perto também.

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Já Puerto Madero é para gastronomia e passeios noturnos. São vários restaurantes (preço um pouco mais salgado) por todas as duas orlas (antes e depois do rio) e alguns bares. Indicamos o bar Johnny Be Good, lotado nos happy hours. Ótima comida e direito a double. É uma ala pequena e bem nova da cidade, e pode ser visitada a pé por quem estiver hospedado no centro. É uma caminhada de 15/20 minutos.

E a parte mais histórica, San Telmo e Caminito, de colonização italiana, reservam algumas coisas meio chatas. San Telmo tem uma feira popular aos domingos que vive lotada e até dá pra encontrar uma ou outra coisa diferente e legal. E é lá que está a Mafalda no banco. Já o Caminito é extremamente modelado para turistas. As construções pintadas inspiram fotos legais, mas a todo o momento você é interpelado por alguém tentando vender alguma coisa (nem que seja uma foto com o sósia do Maradona).  E os restaurantes são caros. As pessoas são meio rudes e, se você sair da rota, é perigoso. Ali ao lado está a Bombonera, que só vale pra quem é aficionado pela história do Boca Juniors. A visitação permite acesso a um museu não tão legal assim e ao campo, que é a parte mais fiel de tudo.

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Mas o melhor de Buenos Aires é reparar em cada local, nos costumes e no modo de viver das pessoas. É uma cidade acolhedora para os turistas porque abre diversas possibilidades (tem muitos museus, teatros, lugares históricos, cafés, restaurantes, cinemas, livrarias, galerias…), apesar dos argentinos não serem tão acolhedores (também por que a cidade vive repleta de turistas – principalmente brasileiros – o ano inteiro). E para compras, as coisas são caras. Convertidas, saem igual ou até pior que no Brasil. Isso depende também da cotação que você consegue na troca. Trocamos algumas vezes na rua, pegamos uma cotação melhor, e não tivemos problemas com notas falsas. Mas é um risco. Algumas vezes trocamos em casa de câmbio oficial e perdemos dinheiro.

E espere se surpreender. É sempre surpreendente. Aos poucos você descobre lugares, entra em salões, dobra em ruas e tudo fica mais encantador. É uma cidade pra saber aproveitar com calma. Sem histeria. Vale mais a pena ficar 2 horas num café vivendo a cidade do que sair correndo por todos os museus. E se conseguir, passe na Galeria Pacífico para ver um tango barato e original. É quando a surpresa, a literatura, o romance e a música da cidade fazem sentido. Tudo muito inspirador. Tudo muito Buenos Aires.”

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Xel-há

Além das praias, a Riviera Maya também conta com diversas opções de lazer. Há pelo menos 3 parques que usaram dos recursos naturais da região pra criar instalações para mergulho, nado com golfinhos e arraias, mergulho em cenotes,  flutuação, esportes radicais entre outras atividades. Os mais conhecidos são o Xplor, o Xcaret e o Xel-há. O primeiro é mais voltado a esportes radicais, o Xcaret é o mais visitado e é mais artificial e o Xel-há é o mais natural deles.

Lendo diversos blogs de viagem vimos que seria imprescindível conhecer esses parques. Nosso tempo de viagem era curto e tínhamos que optar por apenas um deles, então analisamos alguns depoimentos e escolhemos o Xel-há. O parque é o único deles que é All Inclusive, ou seja, você compra o ingresso e tem 3 refeições inclusas (café, almoço e jantar), bebidas (água, refri, cerveja e algumas batidas), toalhas, guarda-volumes, equipamentos para snorkel e a área de lazer disponível (flutuação, tirolesa, saltos em diversos lugares, grutas, trilhas, etc). Algumas atrações que eram pagas a parte: interação ou mergulho com golfinhos, mergulho com arraias, SPA, zipbike, e mergulho com cilindro.

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Mapa do parque. Dá pra ter uma ideia do tamanho e das atrações.

Analisando os preços também achamos muito mais vantajoso o Xel-há, pois os outros custavam praticamente a mesma coisa, mas não eram All Inclusive. Você pode comprar os ingressos pelo site de cada parque com ou sem transporte incluso e com desconto antecipado. Caso opte por mais de um parque vale a pena consultar empresas que vendem combos com preços vantajosos. Importante, no momento da entrada do parque precisa mostrar o voucher (comprovante da compra), o cartão usado na compra e o passaporte dos visitantes.

Nós compramos pelo site apenas o ingresso, pois nosso hotel ficava a cerca de 15km do parque e no dia pegamos uma van compartilhada, que é  um  transporte coletivo bastante usado lá. As vans fazem o trecho Playa Del Carmen/Tulum durante o dia todo, é só esperar nos pontos e você dizer até onde quer ir que eles param. Pagamos cerca de 35 pesos mexicanos por pessoa cada vez que usamos, tanto faz pra onde dentro desse trecho, era algo como R$7,00.

O Xel-há é um parque que valoriza muito os recursos naturais. Já na entrada há funcionários dando informações sobre as atividades, entregando um mapa e enfatizando que se use protetor solar e repelente que não agridam o meio ambiente, e os produtos estão a venda nas lojas do parque.

Chegamos por volta de 09h30min e fomos ao restaurante principal tomar café da manhã. Mas na verdade, a última coisa que queríamos era tomar café. Já cedo o calor era de uns 30°C e só queríamos um suco natural bem refrescante! O buffet era bem grande com opções típicas de cafés que vemos nos filmes americanos: panquecas, ovos mexidos, muito bacon além de pratos mexicanos. Mas havia opções mais “conhecidas” como pães, doces como mel, caramelo (parecido com doce de leite) e geleias, além de presunto, queijo e frutas. Pra tomar, além de café, tinha chás, achocolatados, água de coco e suco natural de laranja. Estava bem gostoso!

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Estávamos ansiosos pra fazer a flutuação, então pegamos os equipamentos, guardamos nossas coisas no guarda-volumes e pegamos a trilha até a o início do percurso. O parque é grande e a trilha levou cerca de 20min a pé, pois queríamos fazer a digestão do café e ver a paisagem, mas é possível fazer o trajeto de trenzinho ou bicicleta.

A estrutura do parque é incrível e nos impressionou. Na flutuação a gente entregava os objetos pessoais (chinelos, óculos de sol, câmeras e etc) em um guichê onde eles colocam em bolsas fechadas com a chave que fica com você e retira as coisas ao final da atividade, muito prático. Além disso, também impressionou a organização na entrega dos equipamentos, empréstimos de coletes onde você pega em um lugar e devolve os molhados em outro, também os banheiros/vestiários sempre limpos, apesar da grande circulação de pessoas molhadas e com areia.

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Vista para o restaurante principal.

A flutuação inicia no rio (água bem gelada!!), é onde a água é bem transparente e é possível ver muuuitos peixes! Você pode optar por ir de bóia dupla ou individual ou apenas com o colete e pés de pato, que foi o que fizemos. O percurso é bem longo, dura 1 hora mais ou menos e ao final as águas do rio e do mar se encontram e ficam mais quentinhas.

Ao final devolvemos os equipamentos e fomos dar volta pra conhecer o restante do parque. A paisagem é bem bonita, é possível ir até a praia, mas o mar é bem bravo e tem bastante vento. Passeamos bastante e tiramos várias fotos, depois fomos almoçar. Para o almoço há 4 opções de restaurantes: no principal, onde foi o café, é servido comida internacional (foi onde almoçamos), mas há também um restaurante típico mexicano, uma lanchonete e o restaurante “Jardin Corona”, da cerveja vendida no parque e umas das mais populares no México.   À tarde fomos fazer tirolesa, pulamos de um paredão de uns 6 metros e nadamos mais um pouco.

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O parque é bem bonito, mas achamos que pelo valor cobrado, poderia ter mais atividades inclusas. Ao final do dia, ficamos tomando uma cervejinha e observado os golfinhos interagindo com os turistas. Nem cogitamos fazer essa atividade, achamos que o valor cobrado era um absurdo, algo como US$90,00 por pessoa, mais do que pagamos pra entrar no parque. Mas visto de fora já valeu, eles são lindos!

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Sobre o Grand Palladium

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O que não falta em Cancun e na Riviera Maia são opções para se hospedar. A maioria das grandes redes de resorts têm opções em ambos os lugares, é difícil escolher o que seria mais vantajoso. Hoje eu aconselharia dividir a hospedagem, já que Cancun é o centro mais badalado, famoso e mais próximo a Isla Mujeres e de Chichén Itzá (importante cidade arqueológica maia), e se hospedar na Riviera Maia te deixa mais próximo dos principais parques (Xcaret, Xel-há, Xplor), de pegar um ferry pra Cozumel e de ir até Tulum, bem mais ao sul.

Optamos por nos hospedar em um resort da rede Grand Palladium, pois eu tinha uma tarifa negociada para agentes de viagem. A rede tem hotéis na Espanha, Itália, Jamaica, Republica Dominicana, México e no Brasil tem o Grand Palladium Imbassaí, na Bahia. O complexo Grand Palladium na Riviera Maia é formado por 5 hotéis, sendo que apenas um deles não podia ser frequentado pelos hóspedes dos outros hotéis, de um padrão superior, que é o The Royal Suítes Yucatan by Palladium, os outros são o Colonial, o Riviera, o White Sands e o Kantenah que foi o qual ficamos hospedados.

Chegamos em Cancun por volta de 22hrs, mas até fazer a imigração e retirar as bagagens, só saímos do aeroporto as 23hrs. A imigração do México é bem rigorosa, tanto que as bagagens são examinadas uma a uma, por isso demoram bastante pra serem liberadas na esteira, e depois que pegamos elas, ainda tivemos que passar novamente pelo raio-x.

Já tínhamos contratado o transfer do aeroporto pro hotel, já que chegaríamos tarde e nosso hotel ficava a cerca de 90km do aeroporto. Contratamos a AT Travel, empresa que presta serviço pra várias operadoras que vendem o destino e que inclusive tem escritório no Brasil (para operadoras e agencias). O atendimento deles foi muito bom, o motorista e o guia muito simpáticos e conversaram conosco a viagem toda, se esforçando em um “portunhol” muito claro, o que nos deixou bem seguros, já que nosso espanhol é fraquinho, tanto que na maioria da viagem acabamos falando em inglês mesmo. Falando nisso, ficamos impressionados com o atendimento de todos os mexicanos, com eles não tem tempo ruim, sempre simpáticos!

Nossa chegada ao hotel foi tranquila apesar do horário e ficamos impressionados com o tamanho do hotel. O Grand Palladium trabalha com um conceito de sustentabilidade que achei muito legal, então ele é bem arborizado e pra chegar ao quarto tivemos que seguir as placas por caminhos de madeira no meio das árvores, o que a noite foi meio complicado! Além disso, há vários animais espalhados pelo hotel, principalmente esquilos, quatis, lagartos, iguanas, diversos pássaros, crocodilos e lindos flamingos! Fiquei apaixonada!!!

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Os quartos são bem grandes, têm ar-condicionado, televisão e TV a cabo, minibar, cafeteira e sachês de café e açúcar, poltrona, mesa e cadeira, sacada com cadeiras e um pequeno varal (ótimo pra pendurar o biquíni), guarda roupa, mesa e ferro de passar, cofre, além de um banheiro grande também, com kit amenities e secador de cabelos. Seguindo o conceito de sustentabilidade, há avisos nos quartos para que se reutilizem as toalhas e as deixe no chão quando quiser trocar, assim como havia uma placa para avisarmos quando quiséssemos que trocassem a roupa de cama, caso contrário ela seria trocada apenas na quarta-feira. Acho que é uma boa iniciativa, já que nem em casa trocamos as roupas de cama e banho todos os dias, né? Importante saber também que no México é costume dar gorjetas pra camareiras e garçons, então sempre deixávamos algo como US$1,00.

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Foto ilustrativa retirada do site do hotel.

Como já falei, o complexo é formado por 4 hotéis que podem ser usados por todos os hóspedes. São 8 restaurantes temáticos a La carte (onde os homens só podem entrar com camisas com gola e manga – curta ou comprida – e calça comprida), entre eles, há restaurantes com comida oriental, americana, mexicana e brasileira. Além disso, 5  self service, 25 bares, 8 piscinas (sendo duas exclusivas para adultos), SPA (serviços pagos a parte) e discoteca. Todas as áreas são bem legais, nos lobbys há bares com música ao vivo a noite e shows padrão Broadway todas as noites. um local que também achamos legal foi o Sports Bar, onde havia mesas de sinuca, cartas e até Play Station e máquina de pipoca, bem temático.

Sports Bar

No dia seguinte à chegada, ficamos apenas aproveitando o hotel, afinal não faltavam coisas pra fazer. Mar lindo, diversas piscinas, ótimos restaurantes, recreação no hotel e muitos drinks pra provar e se refrescar do calorzão mexicano.

À noite, os restaurantes eram uma atração a parte, principalmente os temáticos. Teríamos que ter ficado ao menos mais uma semana pra dar conta de conhecer todos! No primeiro dia jantamos no oriental, onde sentamos ao redor do chef e ele preparou a refeição na nossa frente com direito a um show. Foi o jantar que eu mais gostei! Também conhecemos dois restaurantes com comida americana, diversas carnes e hambúrgueres e nos self service que “tematizavam” os jantares todas as noites, um dia teve comida espanhola, com pratos bem diversificados e gostosos também!

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Esse foi um ponto alto da viagem, os sabores! Desde o começo nos propusemos a experimentar pratos e bebidas exóticas. Acho que esse tipo de experiência é essencial quando se viaja – conhecer novos sabores, culturas e principalmente a identidade local. Apesar da maioria dos pratos serem apimentados, conseguimos comer sem problemas, só achamos que as vezes faltava outro tempero além da pimenta. As bebidas também, provamos diversas cervejas e drinks diferentes. 🙂

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Nosso sonho mexicano!

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Vou te contar: vender viagens, pesquisar e estudar sobre os destinos, receber o feed back dos clientes encantados com a viagem, não é fácil! Só dá mais vontade de desbravar esse mundão e conhecer pessoalmente esses lugares lindos!!! Por isso tudo desde o ano passado eu e o Everton estávamos planejando fazer uma viagem diferente e de preferência internacional.

2015 chegou e a expectativa pra esse ano não era das melhores depois das eleições, além do mais, o euro e o dólar subiam lentamente. Eu sempre acompanhava os preços das passagens, principalmente pra Europa, com vontade de ir pra lá, mas os preços não baixavam. Além disso, conversando com o meu marido, chegamos a conclusão que só teríamos uma semana de férias pra tirar o que seria pouco pra ir pra Europa.

Eis que em janeiro surge uma super promoção de passagens pra Cancun. Fizemos as contas e de repente os planos mudaram e estávamos com a cabeça no Caribe! Escolhemos maio, um mês calmo pra ambos, primavera no Hemisfério Norte e baixa temporada. Dia 23/05 partimos rumo a Cancun, viajamos com a Copa Airlines, e retornamos dia 30/05.

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Eu nunca havia voado de Copa. A cia aérea é do Panamá, assim as conexões tanto na ida como na volta passam por lá. Achei o atendimento e os aviões bons, apesar de ter apenas 3 poltronas de cada lado (como no Brasil) e o espaço entre as poltronas ser igual ao das cias nacionais (ou seja, apertados). Os voos foram bem pontuais, o atendimento a bordo é feito em espanhol e inglês, apesar de se esforçarem em falar “portunhol” e achei muito boa a seleção de filmes e seriados a bordo. Nos nossos voos serviram uma refeição completa e um lanche quente no voo mais longo e um lanche no voo curto, além de bebidas incluindo sucos, vinho, refri e cerveja.

Vou fazer uma série de posts sobre a viagem (eba!), tentando explicar como foi, o que vimos e fizemos! Mas quero começar falando um pouco sobre o destino da viagem!

País: México

Moeda: Peso Mexicano. Taxa de mais ou menos 0,25 em relação ao real, mas não se engane, as coisas são caras, ainda mais que os principais turistas são dos Estados Unidos e recebem em dólar, né? Por isso o dólar é aceito praticamente em qualquer lugar, a taxa de conversão é de cerca de 0,14 dependendo do lugar e da casa de câmbio.

Tempo: Faz calor o ano inteiro, com maior probabilidade de chuvas na época de furacões entre agosto e novembro (o último grande furacão foi em 2005). Nós fomos em maio, estava MUITO quente, 30°C desde de manhã cedo até a noite com picos de uns 38°C ao longo do dia. Só tem vento na praia, fora dela é abafado. Pra não dizer que não choveu, um dia pegamos umas pancadas de 5 minutos junto com sol. Isso que quando eu olhava a previsão do tempo antes de ir, era sempre pra chuva!

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Documento de viagem: passaporte válido.

Vacina contra a febre amarela: não é necessário para o México, mas caso saia para visitar a Cidade do Panamá, lá ela é exigida. A vacina é obrigatória em muitos países, eu sempre aconselho tomar, pois ela vale 10 anos. Depois de tomar a vacina é necessário “trocá-la” por um Certificado Internacional emitida pela ANVISA nos aeroportos e portos do país.

Montei um mapa com os lugares que visitamos:Mapa Riviera Maya

Como dá pra ver no mapa acima nós nos hospedamos na região chamada Riviera Maya, ela fica na Península de Yucatan e é banhada pelo Mar do Caribe. A região começa em Puerto Morelos, passa por Playa del Carmen (uma pequena vila que visitamos e que falarei em outro post) e termina em Punta Allen, um pouco a frente de Tulum (conhecido pela zona arqueológica maia). O turismo é bem recente na região, iniciando por volta de 1999, e a partir daí vários resorts foram construídos ao longo da rodovia, entre eles de redes famosas como: Iberostar, Hard Rock e Grand Palladium no qual ficamos hospedados.

No próximo post vou falar um pouco do resort e o quanto ele era maravilhoso!

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